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Políticas

fevereiro de 2016 - Escrito por Oppina

O Oppina inicia sua trajetória como um veículo de conteúdo e conhecimento. Seus fundadores beberam da fonte de sua própria experiência e, também, do jornalismo, do qual são ávidos consumidores – embora não sejam jornalistas por formação.

Em seu trabalho e sua observação do mundo, seus idealizadores experimentaram a força do permitir-se ouvir opiniões diferentes das que eles mesmos creem. E em boa parte dos casos, esse exercício resultou em aprendizado.

O Oppina nasceu desse exercício que, repetido, fomentou um valor: o do respeito à diversidade de opiniões.

Ao abrir campo para outras visões de mundo acerca do mesmo tema, valoriza-se a troca e o processo de crescimento dos indivíduos e das ideias. O exercício do ouvir o diferente é uma ferramenta fundamental do diálogo e da aprendizagem. Ao mesmo tempo, colabora com um ambiente plural e democrático. O Oppina propõe o exercício da escuta, do respeito, da tolerância, e da generosidade.

Não sabemos nada

O Oppina persegue uma utopia: não praticar sua própria opinião nos meios por onde ele se desenvolve. Ele é uma janela para que opiniões construídas por personagens dedicados a estudar variados assuntos sob os mais diferentes pontos de vista, ou líderes e profissionais que vivenciam os temas abordados, sejam expressas.

As pessoas escolhidas para responder às perguntas centrais surgem a partir de uma curadoria dedicada. A cada pergunta, a equipe do Oppina parte de um ponto mais próximo o possível de um mantra: “não sabemos nada”. Ele permite aos curadores despirem-se o máximo possível de conceitos e preconceitos em busca de pontos de vistas diferentes.

Os oppineiros

No exercício da criação do modelo, chegou-se ao número de 6 opiniões. Nada, em nenhum estudo estatístico lido até o momento diz que ele representa alguma média das opiniões ou algo parecido. Esse número apenas sinaliza a possibilidade de mais visões além da tradicional dicotomia “A x B”. É um número par, o que em determinados assuntos pode ajudar a curadoria a equilibrar pesos de opiniões.

A escolha dos personagens, que chamamos de oppineiros, se dá a partir das visões pesquisadas. As opiniões são o foco. Analisamos personagens segundo o seu aprofundamento em estudos (o que os faz referência intelectual e acadêmica) e o seu papel na sociedade (o que os faz referência de liderança em suas áreas). Transversalmente a isso, buscamos respeitar padrões de gênero e raça representativos em relação à população. Estão fora de consideração, porém, selecionar personagens cujas opiniões representem violações de direitos civis e de direitos humanos, e de semeadores de discursos intolerantes. As opiniões emitidas pelos convidados a participarem do Oppina é de responsabilidade de seus emissores, e não da equipe do Oppina.

É provável que convidemos pessoas e representantes de entidades que, sendo centrais em alguns dos temas tratados, decidam não participar da rodada do Oppina. Em nossos editoriais, explicitaremos a recusa ao nosso convite quando isso ocorrer e julgarmos de interesse do internauta.

Embora o Oppina tenha um sentido comercial, a iniciativa não paga nenhum valor aos entrevistados. Nunca. Os oppineiros estarão dispostos a emitir suas opiniões por outros motivos (que não um cachê), os quais respeitamos. A prática não só colabora com a viabilidade da iniciativa como fortalece a livre difusão de opiniões.

Nessa busca, claro, o Oppina eventualmente comete erros. Nunca as 6 opiniões selecionadas representam a totalidade de opiniões em qualquer assunto. Nunca a escolha de um tema agrada a todos. Nunca a pergunta feita agrada a todos. Nunca a escolha dos oppineiros agrada a todos. A equipe do Oppina está e estará sempre disposta a aprender com o processo, curando cada vez melhor e aprimorando suas práticas. Trata-se de uma busca eterna.

O Oppina e sua relação com o público

O Oppina mudará sempre que perceber algo que fuja aos princípios acima e, também, sempre que perceber que os próprios princípios merecem evolução.

Como o centro de sua existência se dá em ambiente web, o Oppina estará aberto a relacionar-se com sua audiência em diversos campos de comentários e outros meios. Assim como em relação aos participantes, o Oppina professa a liberdade de expressão desde que não se configure a violação das leis vigentes no país. O Oppina se reserva ao direito de bloquear mensagens e usuários que atentarem contra os direitos humanos, e os direitos civis, bem como ofensas que julgar gratuitas e desproporcionais. Analisaremos também denúncias de outros usuários que se sentirem desrespeitados. O conteúdo de comentários de usuários é de responsabilidade de seus autores, e não do Oppina (de acordo com o Marco Civil da Internet).

Também em relação à comunidade de internautas que se forma ao redor do Oppina, estamos abertos e fomentaremos o diálogo em busca de aperfeiçoamentos e mudanças, de detalhes operacionais a princípios que mereçam evolução.

Esperamos, com o esclarecimento de nossa política, fomentar um ambiente respeitoso, generoso e fértil para o seu próprio aprimoramento como ferramenta relevante do livre pensamento.